Lello dá novo show e fatura do bi do Mundial de pôquer
Da Redação Em São Paulo
Em uma noite histórica, Lello Lopes confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato do World Poker Fifa Championship. Agora ele está muito perto de assegurar de forma definitiva o Troféu Agepê. Após duas vitórias seguidas, Lello precisa apenas ganhar a próxima etapa para ficar para sempre com a taça. Caso não consiga o tricampeonato em agosto, o Boina terá que ganhar mais três torneios de para ficar com o Troféu Agepê.
A vitória na madrugada desta sexta-feira foi parecida com a da primeira etapa do campeonato. Lello liderou de ponta a ponta, sendo ameaçado em poucos momentos. Rodrigo Flores, com uma recuperação fantástica, terminou a noite em segundo lugar, seguido por Renato Rodrigues. Apesar de ter ficado no pódio, Sharpen saiu do Gigante da Pompéia com o Troféu “Sharpen The Duck” da etapa.
Pedro Cirne, Haroldo Sereza e Márcio Pinheiro tiveram atuações recheadas de altos e baixos. Eles ficaram fora do pódio, mas presenciaram a etapa mais emocionante –e divertida- da história do Mundial de pôquer. Já Daniel Pinheirão, Alexandre Mortari, Francisco Madureira, Pedro Marques e Zé Bueno frangaram e não apareceram na mesa de jogo.
A noite começou com Lello angariando um bom cacife após tirar dinheiro de Pinheirinho e Sharpen nas duas primeiras rodadas. Com a sua já tradicional boina (que está sendo imitada pelas ruas das cidades do Brasil) e com a medalha do primeiro Mundial no peito, o campeão ficou em posição confortável logo no início do jogo.
Sharpen, com jogadas arriscadas, também conseguiu um bom dinheiro, enquanto Haroldo, Flores, Pedrão e Pinheirinho dilapidavam as suas reservas. A situação mais dramática era a de Frotinha. Ganhador do Troféu “Sharpen The Duck” na primeira edição do Mundial, ele dava mostras de que iria conquistar o bicampeonato da relíquia. Logo após Haroldo manter a tradição e comprar um cacife, Flores fez o mesmo.
Enquanto isso, Pinheirinho se mantinha vivo com ousados raises de uma ficha. Pedrão também sofria para manter o cacife. Já Lello e Sharpen seguiam tranqüilos na dianteira. A ousadia de Pinheirinho custou caro. E depois de uma ligação misteriosa de Paulo Henrique Amorim ele comprou um cacife, perdeu novamente as fichas e foi embora. “E aííííí, foi muito bom jogar com vocêissss”, disse, na despedida.
Com apenas cinco participantes, Sharpen chegou a uma distância perigosa de Lello na liderança da noite. “Eu não me preocupo, logo ele vai dar uma sharpada”, previu o campeão. E Lello acertou na mosca.
Na segunda grande mão da noite (a primeira foi uma vitória de Lello sobre Pedro pelo kicker após um empate com trinca de reis), Sharpen, com dois pares na mão, apostou o PIB de Botsuana. Sem nada, Pedro foi pagando até virar um valete na última rodada e faturar o bolo. “Sharpada”, disse Cirne. “Chuuupppaaa Sharpenn”, disseram os outros competidores.
Na mão seguinte, Sharpen saiu com dois ases e logo comemorou, apostando mais um país africano. Animado com a sorte da rodada anterior, Pedro seguiu na disputa, novamente sem nada. E novamente um valete na última rodada salvou o Bananão, para catarse coletiva. “Eu não acredito. Eu não acredito. Só tinha uma carta que não podia sair. Não tenho mais o que dizer”, lamentou Renato, visivelmente abatido.
Com as duas derrotas de Sharpen, Lello ficou folgado na liderança, enquanto os outros quatro competidores mantinham um certo equilíbrio. Na surdina, Flores pagou a sua dívida e ultrapassou Haroldo e Sharpen.
Neste cenário, Lello só perderia o Mundial caso fosse arrasado em uma grande mão. E teve oportunidade para isso. Numa disputa com Pedro, mais de cinqüenta fichas foram colocadas na mesa. Cirne, todo meninão, acreditava na vitória pois tinha um full hand de cinco com ás. Só não sabia ele que Lello possuía uma quadra de cinco nas mãos.
A jogada, a melhor da história do Mundial de pôquer, rendeu gritos histéricos, aplausos e fotos. E ratificou a condição de Lello como o melhor jogador da modalidade no momento. Além de ter garantido o título ao Boina e ter tirado Pedro do pódio. “Eu já sabia que o troféu ia voltar para a minha casa. Só o trouxe aqui por uma questão de bom tom”, disse Lello logo após ganhar o seu segundo título mundial.
Escrito por Lello Lopes às 14h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|